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SEJAM BEM VINDOS QUE DEUS OS ABENÇOE
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Avaliação completa do Nissan Versa, venha conhece-lo na Nissan Sansul em Limeira SP
A Nissan resolveu mudar de tamanho no Brasil. E a decisão passa por três passos importantes. Primeiro, introduzir o hatch compacto March no mercado. Depois, anunciar a construção de uma nova fábrica – que será em Resende, no Sul do Rio de Janeiro. E, agora, lançar no mercado brasileiro o sedã Versa, a nova geração Tiida sedã.
O novo três volumes da marca japonesa representa também uma mudança na estratégia de abordagem entre os compactos no Brasil. Agora, a fabricante vai apostar no miolo do segmento – a faixa que fica entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.
É aí que se vende a grande maioria dos sedãs compactos por aqui – e onde Fiat Siena e Volkswagen Voyage disputam a liderança do segmento. É na briga com os dois que a Nissan quer ganhar volume. Para isso, teve que apelar para o preço. O novo carro chega às concessionárias em novembro, com valores que começam nos R$ 35.490.
Serão três versões de acabamento. A de entrada é a S e já vem com airbag duplo, direção elétrica progressiva, travas elétricas, computador de bordo, ajuste de altura do banco do motorista e rodas de aço de 15 polegadas. O inevitável opcional do ar-condicionado já aumenta a conta para R$ 37.990.
A intermediária, chamada de SV, adiciona vidros elétricos nas quatro portas, ar-condicionado, retrovisores elétricos, rádio/CD/MP3/iPod e banco traseiro bipartido por R$ 39.990. Ainda existe a topo de linha SL, por R$ 42.900, que recebe ABS, rodas de liga leve de 15 polegadas e faróis de neblina. Ou seja, nem em sua configuração mais cara, o Versa alcança os R$ 44.500 cobrados pelo Tiida sedã.
A estratégia de lançar um carro com preço bem competitivo se explica. A Nissan pretende aumentar a sua participação no mercado que atualmente é de 2%, para 5% em 2015. Isso significa dizer que, no momento, é mais importante para a marca ganhar escala, ter maior representatividade no mercado e se firmar como uma boa opção de compra.
Aí aparece também a importância da nova fábrica que a marca irá construir em Resende e que a partir de 2014 vai produzir 200 mil carros por ano. Na unidade, já foram confirmadas as fabricações tanto do Versa como do March, hatch que tem a mesma plataforma do sedã.
Apesar de ser feito na mesma plataforma, a V, o Versa não é uma “versão sedã” do March. Visualmente os carros se diferem bastante. Enquanto o hatch tem um visual “fofinho”, o três volumes é mais sóbrio. A dianteira tem como destaque a grade em formato trapezoidal com quatro frisos e cromada nas extremidades.
Os faróis são grandes e invadem a lateral do veículo. No perfil não há grandes ousadias. O que mais agrada é o corte diagonal no vidro traseiro. Na parte posterior, o Versa tem lanternas em formato de bumerangue, que escapam para as laterais do veículo.
Na parte mecânica, a Nissan fugiu do segmento de sedãs de entrada e equipou o seu carro com um motor de boa capacidade. Está lá o 1.6 16V com comando variável de válvulas que também está nas versões mais caras do March. Ele desenvolve 111 cv a 5.600 rpm tanto com etanol quanto com gasolina e tem torque de 15,1 kgfm a 4 mil giros. A transmissão é manual de cinco marchas.
A expectativa da Nissan com o seu novo sedã é vender algo como 2 mil carros por mês, média bem superior em relação às 540 unidades mensais desse ano do Tiida sedã – que continuará a existir no mercado brasileiro, assim como no mexicano, onde ambos são feitos.
Se a previsão se concretizar, apenas com os carros da plataforma V, March e Versa, a Nissan vai conseguir dobrar o seu número de vendas no Brasil. Daí se explica tanto barulho que a fabricante está fazendo para os seus novos modelos, focados para a crescente e cobiçada nova classe média brasileira.
Ponto a ponto
Desempenho – O motor mexicano de 111 cv dá vitalidade ao sedã compacto. Com ele, o Versa se torna um modelo até esperto em situações urbanas. Com o comando variável de válvulas, o carro tem força suficientes em baixas rotações. Se for necessária alguma manobra mais ousada, é bom lembrar que a força máxima só surge aos 4 mil giros. Já o câmbio é bem escalonado e preciso. Nota 7.
Estabilidade – O Versa é um carro bem acertado dinamicamente. Tem uma suspensão com rigidez necessária para fazer curvas bem. A carroceria rola pouco, e a sensação de segurança é constante. A comunicação entre rodas e volante também é boa. Nota 7.
Interatividade – A versão testada SL tinha como equipamento de série o que a Nissan chama de Fine Vision, que deixa o painel de instrumentos com iluminação branca e marcadores vermelhos. Com isso, a visibilidade é muito boa. Os comandos são bastante intuitivos, o câmbio tem engates macios e a embreagem tem o peso certo. Falta, no entanto, um volante multifuncional e um ajuste de altura da coluna de direção mais amplo – ela só pode ser ajustada de baixo para mais baixo ainda. Nota 7.
Consumo – Durante o teste, o computador de bordo do Versa marcou uma média de 7,5 km/l de etanol. A Nissan fala em algo bem melhor, na faixa dos 10 km/l em ciclo misto com o combustível derivado da cana-de-açúcar. Nota 7.
ecnologia – O propulsor 1.6 tem quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas, soluções modernas. Mas, mesmo assim, ele rende apenas 111 cv e tem torque máximo somente em rotações elevadas – limites que propulsores sem esses artifícios já conseguem superar. A plataforma é a V – semelhante à B-zero usada pela Renault – e é utilizada em diversos carros da marca em todo o mundo e bem moderna. Como itens de série, todos os Versa já vem com airbag duplo e direção elétrica. Falta o ar-condicionado de fábrica, equipamento praticamente essencial nesse segmento. Nota 8.
Conforto – É o grande destaque do Versa. A boa distância entre-eixos de 2,60 metros deixa o interior do carro muito espaçoso. Há espaço para cinco ocupantes viajarem sem grandes problemas. Até com os bancos dianteiros em sua posição mais recuada possível, quem fica nos assentos traseiros não chega a encostar a perna no dianteiro. Os bancos também são confortáveis, com ótimo apoio lateral. A suspensão faz bem o seu trabalho e absorve com competência as imperfeições do asfalto. Nota 9.
Habitabilidade – Apesar do excelente espaço interno, a Nissan não se aproveitou disso para criar muitos porta-objetos. O maior e mais útil porta-trecos fica no console central, em frente ao câmbio. Fora isso, é difícil achar um espaço para guardar meros celular e carteira. Todas as portas, no entanto, têm excelente ângulo de abertura, o que facilita a entrada dos ocupantes. O porta-malas leva 460 litros. Nota 7.
Acabamento – É correto. Como era de se esperar, os plásticos são rígidos, mas são bons de se tocar e de se olhar. Os encaixes são precisos e quase não há sinais de rebarbas. As portas têm pedaços revestidos de tecido. Os bancos são de tecido, mas bem acabados e confortáveis. Nota 8.
Design –O desenho do Versa é sóbrio, mas agrada. As linhas são bem harmônicas e mostram desenho bem equilibrado. Destaque para a linha do vidro dianteiro, que termina em um corte diagonal, e para a frente com a grade imponente. Nota 7.
Custo/benefício – É um dos grandes apelos do Versa. De fábrica, o modelo vem bem equipado desde a sua versão de entrada e custa R$ 35.490. Para ganhar ar-condicionado, o Versa pula para R$ 37.990. Para alcançar esse nível de equipamento, Volkswagen Voyage custa R$ 49 mil e Fiat Siena, R$ 48 mil. Ou seja, uma grande vantagem para o sedãzinho da Nissan. Nota 8.
Primeiras impressões - Na medida certa
Campos do Jordão/SP – Durante a apresentação do Versa, a Nissan avisou que desenvolveu o carro para brigar no meio do segmento dos sedãs compactos. Não queria atacar a parte mais popular do mercado, onde o Chevrolet Classic reina, e nem a parte mais requintada, onde estão Volkswagen Polo, Honda City e Fiat Linea. Portanto, era preciso criar um carro bem competitivo para superar rivais já bem estabelecidos no mercado, como Fiat Siena e Volkswagen Voyage. E nessa tarefa, a marca nipônica foi bem.
O design pode até não empolgar muito – lembra um Tiida sedã mais arrumadinho, com desenho bem mais inspirado na traseira –, mas o porte impressiona. Mesmo visto de fora, o Versa é espaçoso. E o espaço interno é farto para todo mundo. Mesmo quem for no banco traseiro não precisa se preocupar em bater a perna no assento dianteiro. Um quinto ocupante viaja sem problemas, já que quase não há túnel central. Atrás, o único ponto negativo é um ressalto no teto nas laterais, que faz com que os mais altos acabem encostando a cabeça. Quem viaja na frente vai muito confortável. A marca usou bancos com apoios laterais, que ajudam a segurar os ocupantes no lugar durante as curvas. A cabine ainda revela um acabamento bem cuidado, com materiais de bom toque e bem encaixados
Em movimento, o sedã se mostra mais discreto. O motor 1.6 16V até move o Versa com fôlego, mas apenas suficiente para um comportamento correto nas cidades. Apesar de ter comando variável de válvulas, ele só tem o seu torque máximo disponível em 4 mil giros, uma faixa pouco usada no uso urbano. O câmbio manual de cinco velocidades é outro que mostra qualidade. Ele é bem escalonado e tem engates precisos.
No comportamento da suspensão, assim como no desenho, a Nissan não ousou. Procurou um acertou neutro, entre o muito rígido e bom de curvas e o muito molenga que favorece o conforto. O resultado é que o Versa fica realmente no meio termo. Nas curvas, até rola pouco, mas não inspira nenhum tipo de direção mais ousada. Já os buracos são superados com conforto, sem passar grandes solavancos para o interior da cabine.
Ficha técnica - Nissan Versa
Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.598 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 111 cv a 5.600 rpm com etanol e gasolina.
Aceleração 0-100 km/h: 11,1 segundos com gasolina e 10,7 segundos com etanol.
Velocidade máxima: 189 km/h.
Torque máximo: 15,1 kgfm a 4 mil rpm com etanol e gasolina.
Diâmetro e curso: 78 mm X 83,6 mm. Taxa de compressão: 9,8:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson com barra estabilizadora. Traseira por eixo de torção com barra estabilizadora e molas helicoidais.
Pneus: 185/65 R15.
Freios: Discos ventilados na frente e tambor atrás. Oferece ABS com EBD na versão SL.
Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,45 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 1,51 m de altura e 2,60 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais de série.
Peso: 1.069 kg.
Capacidade do porta-malas: 460 litros.
Tanque de combustível: 41 litros.
Produção: Aguascalientes, México.
Lançamento mundial: 2011.
Lançamento no Brasil: 2011.
Itens de série: Ar-quente, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, conta-giros, direção elétrica, tampa de combustível com abertura interna, volante com regulagem de altura, rodas de aço de 15 polegadas, airbag duplo, cintos de segurança de três pontos com pré-tensionadores e travas elétricas.
Preço inicial: R$ 35.490.
Por Auto Press
sábado, 28 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Algumas Siglas Automotivas e seus significados:
Além de movimentar zilhões na economia mundial, o mercado automotivo também é responsável pelo desenvolvimento de inúmeras tecnologias. Os equipamentos desenvolvidos pelas companhias têm, geralmente, nomes que definem exatamente a sua função como “Anti-lock Braking System” (ABS) ou “Four Wheel Drive” (4WD). Para identificar mais facilmente a presença destes sistemas nos veículos e diminuir o vínculo com o idioma do nome de cada sistema, a adoção de siglas serviu como uma luva, facilitando a “promoção” dos features de cada modelo e a identificação pelos reparadores de alguns equipamentos presentes. Confira o significado das siglas mais vistas nas ruas, comerciais e oficinas.
ABS
Vem do inglês “Anti-lock Braking System” e quer dizer sistema de freio antitravamento. Por meio de sensores instalados nas rodas a informação sobre uma frenagem brusca é encaminhada a uma central eletrônica, que determina a soltura do freio seletivamente. Esse movimento permite a roda girar sem travar. O ciclo de aplicação e desaplicação se alterna e pode se repetir muitas vezes por segundo.
Vem do inglês “Anti-lock Braking System” e quer dizer sistema de freio antitravamento. Por meio de sensores instalados nas rodas a informação sobre uma frenagem brusca é encaminhada a uma central eletrônica, que determina a soltura do freio seletivamente. Esse movimento permite a roda girar sem travar. O ciclo de aplicação e desaplicação se alterna e pode se repetir muitas vezes por segundo.
EAS
A sigla EAS significa Eletronic Actuation System. É um sistema de controle de tração e também de altura do carro em relação ao solo. Também atua ao mesmo tempo como um auxiliar do ABS, agindo mesmo que o pedal não seja levado ao fundo. Sua função em condições extremas de frenagem é controlar a altura do veículo.
A sigla EAS significa Eletronic Actuation System. É um sistema de controle de tração e também de altura do carro em relação ao solo. Também atua ao mesmo tempo como um auxiliar do ABS, agindo mesmo que o pedal não seja levado ao fundo. Sua função em condições extremas de frenagem é controlar a altura do veículo.
CVT
Abreviação de “Continuously Variable Transmission” em inglês, significa câmbio continuamente variável. É um tipo de transmissão em que as relações de marcha variam continuamente, bem diferente dos tradicionais com marchas fixas. A variação ocorre por meio de polias ligadas por uma correia especial e controladas eletronicamente.
Abreviação de “Continuously Variable Transmission” em inglês, significa câmbio continuamente variável. É um tipo de transmissão em que as relações de marcha variam continuamente, bem diferente dos tradicionais com marchas fixas. A variação ocorre por meio de polias ligadas por uma correia especial e controladas eletronicamente.
DOHC
Sigla proveniente da expressão “Double Overhead Camshaft”, que em português quer dizer duplo comando de válvulas no cabeçote do motor.
Sigla proveniente da expressão “Double Overhead Camshaft”, que em português quer dizer duplo comando de válvulas no cabeçote do motor.
OHC
Sigla para determinar um tipo de motor cujo comando de válvulas fica posicionado no cabeçote. Sua origem vem do inglês “Overhead Camshaft”.
Sigla para determinar um tipo de motor cujo comando de válvulas fica posicionado no cabeçote. Sua origem vem do inglês “Overhead Camshaft”.
OHV
Vem do inglês “Overhead Valves”, um tipo de motor que conta com válvulas de admissão e exaustão no cabeçote.
Vem do inglês “Overhead Valves”, um tipo de motor que conta com válvulas de admissão e exaustão no cabeçote.
SOHC
Vem da sigla “Single Overhead Camshaft”, que representa o tipo de motor com apenas um comando de válvulas no cabeçote.
Vem da sigla “Single Overhead Camshaft”, que representa o tipo de motor com apenas um comando de válvulas no cabeçote.
ECM
Significa módulo eletrônico de controle, que vem das iniciais de “Eletronic Control Module”. É muito utilizado para denominar o módulo que gerencia a injeção e a ignição dos motores.
Significa módulo eletrônico de controle, que vem das iniciais de “Eletronic Control Module”. É muito utilizado para denominar o módulo que gerencia a injeção e a ignição dos motores.
ECU
Em si é o mesmo que ECM, mas vem do inglês “Eletronic Control Unit”, ou seja unidade eletrônica de controle.
Em si é o mesmo que ECM, mas vem do inglês “Eletronic Control Unit”, ou seja unidade eletrônica de controle.
EFI
Vem do inglês “Eletronic Fuel Injection”, traduzindo fica injeção eletrônica de combustível. Normalmente é associada ao tipo de injeção monoponto e é uma nomenclatura utilizada pela General Motors.
Vem do inglês “Eletronic Fuel Injection”, traduzindo fica injeção eletrônica de combustível. Normalmente é associada ao tipo de injeção monoponto e é uma nomenclatura utilizada pela General Motors.
MPFI
Também utilizada pela General Motors, significa “Multi-Point Fuel Injection”, que para o português traduz-se em Injeção Eletrônica Multi Ponto, indicando veículos que utilizam um bico injetor para cada cilindro. Em outras montadoras pode-se encontrar variações do mesmo sistema como Mi ou MPI.
Também utilizada pela General Motors, significa “Multi-Point Fuel Injection”, que para o português traduz-se em Injeção Eletrônica Multi Ponto, indicando veículos que utilizam um bico injetor para cada cilindro. Em outras montadoras pode-se encontrar variações do mesmo sistema como Mi ou MPI.
EGR
Significa “Exhaust Gas Recirculation” em inglês e ao passar para o português temos recirculação dos gases do escapamento. Esse dispositivo tem a finalidade de reconduzir uma parcela dos gases de escapamento ao coletor de admissão, que os coloca novamente no motor a fim de reduzir a emissão de poluentes.
Significa “Exhaust Gas Recirculation” em inglês e ao passar para o português temos recirculação dos gases do escapamento. Esse dispositivo tem a finalidade de reconduzir uma parcela dos gases de escapamento ao coletor de admissão, que os coloca novamente no motor a fim de reduzir a emissão de poluentes.
ESP
Essa é uma marca registrada pela Daimler Chrysler e tem a função de reconduzir o automóvel a trajetória original em caso de desestabilização, seja ela no eixo traseiro ou dianteiro. A sigla vem do inglês “Eletronic Stability Program”, ou programa eletrônico de estabilidade.
Essa é uma marca registrada pela Daimler Chrysler e tem a função de reconduzir o automóvel a trajetória original em caso de desestabilização, seja ela no eixo traseiro ou dianteiro. A sigla vem do inglês “Eletronic Stability Program”, ou programa eletrônico de estabilidade.
EPS
Vem do inglês Electric Power Steering, que significa direção eletricamente assistida. Na prática, esse equipamento é uma opção de direção e sua função é tornar o manuseio do volante mais leve em baixas velocidades, o que facilita em manobras, e mais preciso em altas velocidades, o que transmite segurança.
Vem do inglês Electric Power Steering, que significa direção eletricamente assistida. Na prática, esse equipamento é uma opção de direção e sua função é tornar o manuseio do volante mais leve em baixas velocidades, o que facilita em manobras, e mais preciso em altas velocidades, o que transmite segurança.
FWD
Serve para designar carros de tração dianteira e provém do inglês “Front-Wheel Drive”.
Serve para designar carros de tração dianteira e provém do inglês “Front-Wheel Drive”.
RWD
Significa “Rear-Wheel Drive”, que nada mais é a representação de carro com tração traseira.
Significa “Rear-Wheel Drive”, que nada mais é a representação de carro com tração traseira.
4WD
É o termo que define o carro com tração nas quatro rodas. Vem do inglês “Four-Wheel Drive”.
É o termo que define o carro com tração nas quatro rodas. Vem do inglês “Four-Wheel Drive”.
4WIS
O inglês “Four-Wheel independent Suspension” representa o tipo de suspensão independente nas quatro rodas. No Brasil, ficou muito conhecido por ser um termo empregado pela marca Gurgel para confundir os motoristas. Muitos achavam que o termo seria uma representação de tração nas quatro rodas, mas na verdade a Gurgel nunca teve um carro com tração 4X4. Esse termo nunca foi utilizado por outra marca.
O inglês “Four-Wheel independent Suspension” representa o tipo de suspensão independente nas quatro rodas. No Brasil, ficou muito conhecido por ser um termo empregado pela marca Gurgel para confundir os motoristas. Muitos achavam que o termo seria uma representação de tração nas quatro rodas, mas na verdade a Gurgel nunca teve um carro com tração 4X4. Esse termo nunca foi utilizado por outra marca.
SUV
É a nomenclatura que designa os veículos utilitários esportivos. Provém do Inglês “Sport Utility Vehicle”
É a nomenclatura que designa os veículos utilitários esportivos. Provém do Inglês “Sport Utility Vehicle”
SAV
“Sport Activity Vehicle” é uma nova categoria de veículos. Criada pela alemã BMW, esta sigla indica um veículo que propõe-se a ser tão eficiente quanto uma pickup e, ao mesmo tempo, manter o conforto e o luxo de um sedan como os da própria montadora.
“Sport Activity Vehicle” é uma nova categoria de veículos. Criada pela alemã BMW, esta sigla indica um veículo que propõe-se a ser tão eficiente quanto uma pickup e, ao mesmo tempo, manter o conforto e o luxo de um sedan como os da própria montadora.
S.W.
“Station Wagon” é o tipo de versão que, aqui no Brasil, conhecemos como “perua”. Por exemplo:
a Parati é versão SW do Gol
o Palio Weekend é a versão SW do Palio
a Ipanema é a versão SW do Kadett, e assim por diante.
“Station Wagon” é o tipo de versão que, aqui no Brasil, conhecemos como “perua”. Por exemplo:
a Parati é versão SW do Gol
o Palio Weekend é a versão SW do Palio
a Ipanema é a versão SW do Kadett, e assim por diante.
AFU
O nome se refere às iniciais de “Assistance au Freinage d’Urgence”, o que quer dizer assistência a frenagem de emergência. Oriundo do francês, esse termo é aplicado em equipamento dos carros do grupo PSA Peugeot Citroen. Sua finalidade é acentuar a aplicação dos freios nas freadas fortes.
O nome se refere às iniciais de “Assistance au Freinage d’Urgence”, o que quer dizer assistência a frenagem de emergência. Oriundo do francês, esse termo é aplicado em equipamento dos carros do grupo PSA Peugeot Citroen. Sua finalidade é acentuar a aplicação dos freios nas freadas fortes.
ARI
Trata-se de um sistema que fornece informações via rádio. Vem do inglês “Automatic Radio Information”. O objetivo é informar motoristas sobre condições de estradas, desvios, congestionamentos, etc. Existe um modelo similar proveniente da Alemanha com o nome de RDS “Radio Data System”.
Trata-se de um sistema que fornece informações via rádio. Vem do inglês “Automatic Radio Information”. O objetivo é informar motoristas sobre condições de estradas, desvios, congestionamentos, etc. Existe um modelo similar proveniente da Alemanha com o nome de RDS “Radio Data System”.
BAS
São as iniciais de “Brake Assist” em inglês. Significa sistema de assistência de frenagem e é muito utilizado nos carros Mercedes-Benz. Esse dispositivo consiste em uma aplicação adicional de força no cilindro mestre dos freios quando em situação de emergência. Com esse equipamento os carros da marca alemã conseguiram reduzir a distância percorrida ao ser acionado os freios.
São as iniciais de “Brake Assist” em inglês. Significa sistema de assistência de frenagem e é muito utilizado nos carros Mercedes-Benz. Esse dispositivo consiste em uma aplicação adicional de força no cilindro mestre dos freios quando em situação de emergência. Com esse equipamento os carros da marca alemã conseguiram reduzir a distância percorrida ao ser acionado os freios.
CFC
É uma representação de clorofluorcarbono, o nome químico dado ao gás usado nos condicionadores de ar dos veículos no passado. O nome correto é Freon-12, mas esse gás foi eliminado dos sistemas de automóveis e também em residências e refrigeradores devido aos danos que provoca na camada de ozônio. O gás que o substituiu é o Freon R134a.
É uma representação de clorofluorcarbono, o nome químico dado ao gás usado nos condicionadores de ar dos veículos no passado. O nome correto é Freon-12, mas esse gás foi eliminado dos sistemas de automóveis e também em residências e refrigeradores devido aos danos que provoca na camada de ozônio. O gás que o substituiu é o Freon R134a.
DIN
A sigla consiste na representação de “Deutsche Institut fur Normung” em alemão, que traduzindo significa Instituto Alemão de Normatização. Uma das normas mais conhecidas é a de potência dos motores, que é obtida no dinamômetro.
A sigla consiste na representação de “Deutsche Institut fur Normung” em alemão, que traduzindo significa Instituto Alemão de Normatização. Uma das normas mais conhecidas é a de potência dos motores, que é obtida no dinamômetro.
EBD
São as iniciais de “Eletronic Brake Force Distribuition” em inglês. Nada mais é que distribuição eletrônica da força de frenagem. Trata-se de um sistema de controle da força da frenagem nos eixos dianteiro e traseiro. É utilizado como auxiliar complementar do ABS para proporcionar melhor distribuição das forças empregadas na franagem.
São as iniciais de “Eletronic Brake Force Distribuition” em inglês. Nada mais é que distribuição eletrônica da força de frenagem. Trata-se de um sistema de controle da força da frenagem nos eixos dianteiro e traseiro. É utilizado como auxiliar complementar do ABS para proporcionar melhor distribuição das forças empregadas na franagem.
EDC
Serve para representar as iniciais de “Eletronic Desaceleration Control”. Em português é controle eletrônico de desaceleração. É um sistema utilizado pela BMW para evitar o fechamento abrupto do acelerador, o que evita o efeito frenante nas rodas traseiras quando essas são motrizes, o que é capaz de provocar derrapagens.
Serve para representar as iniciais de “Eletronic Desaceleration Control”. Em português é controle eletrônico de desaceleração. É um sistema utilizado pela BMW para evitar o fechamento abrupto do acelerador, o que evita o efeito frenante nas rodas traseiras quando essas são motrizes, o que é capaz de provocar derrapagens.
HUD
Trata-se de um mostrador projetado no vidro, um dispositivo eletrônico que veio da aviação. Por meio desse equipamento é possível fazer a leitura de um instrumento apenas olhando o pára-brisa na linha de visão do motorista. Pode ser o velocímetro ou conta giros. O termo vem do inglês “Head-up Display”.
Trata-se de um mostrador projetado no vidro, um dispositivo eletrônico que veio da aviação. Por meio desse equipamento é possível fazer a leitura de um instrumento apenas olhando o pára-brisa na linha de visão do motorista. Pode ser o velocímetro ou conta giros. O termo vem do inglês “Head-up Display”.
PDC
As iniciais representam “Parking Distance Control”, que significa controle de distância ao estacionar. É um dispositivo conhecido por sensor de estacionamento que ajuda o motorista, através de sinais sonoros, a ter mais noção da distância de objetos durante as mais variadas manobras.
As iniciais representam “Parking Distance Control”, que significa controle de distância ao estacionar. É um dispositivo conhecido por sensor de estacionamento que ajuda o motorista, através de sinais sonoros, a ter mais noção da distância de objetos durante as mais variadas manobras.
RDS
É um sistema de informações via rádio. Vem do inglês “Radio Data System” e teve seu início na Alemanha com a finalidade de informar o motorista sobre condições de estradas, congestionamentos, etc. Alguns modelos também dispõe deste dispositivo em carros no Brasil.
É um sistema de informações via rádio. Vem do inglês “Radio Data System” e teve seu início na Alemanha com a finalidade de informar o motorista sobre condições de estradas, congestionamentos, etc. Alguns modelos também dispõe deste dispositivo em carros no Brasil.
Fonte: G1
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
25 Dicas de Procedimentos Mecânicos e Elétricos
A
quantidade de problemas mecânicos ou elétricos que um carro pode apresentar é muito
grande e isso tem tornado a vida do mecânico automotivo cada dia mais difícil,
pois é quase impossível um único profissional dominar todos os defeitos que
podem ocorrer em um automóvel. Por este motivo , elaboramos esta lista que
contem varias dicas de problemas automotivos e
procedimentos mecânicos e elétricos que iram te ajudar na hora de
realizar o diagnostico de um defeito que esteja tirando o seu sono.
01-
Velas de Ignição: Verifique
as condições das velas de ignição quanto a eletrodos desgastados, pois
isto pode provocar uma mistura muito rica causando eventuais problemas
relacionados a sonda lambda.
Confira também se a aplicação da vela esta correta, a instalação de velas não
especificadas pelo fabricante podem prejudicar o funcionamento da Unidade de
Comando Eletrônica (U.C.E.), gerando falhas ou até mesmo danos seríssimos ao
motor.
02-
Tampa do Distribuidor e rotor: Nos carros que fazem uso do distribuidor é
sempre bom verificar se não existe umidade, tricas e oxidação excessiva nos
terminais elétricos. Estes tipos de problemas podem causar falhas no motor ou
até mesmo dificultar na partida do mesmo.
03-
Cabos de Velas: verifique
se não ha cortes ou perfurações nos cabos, pois isto pode provocar fuga de
centelha (centelha escapando) do cabo para o motor ou qualquer outro
aterramento elétrico. Confira com um multímetro automotivo a continuidade
do cabo e observe também se os contatos elétricos do mesmo não estão oxidados.
04-
Bobina de Ignição: Faça uma inspeção visual para verificar a existência de
trincas e com o uso de uma ferramenta denominada centelhador verifique a
qualidade da centelha produzida por esta bobina.
05-Combustível
adulterado: O uso de combustível de
má qualidade pode
dificultar muito o diagnostico de um problema pois ele pode fazer com que a
sonda lambda gere informações incorretas prejudicando o funcionamento do motor.
O Combustível adulterado também pode danificar outros componentes do seu carro
como: bomba de combustível, bicos injetores, velas de ignição e até mesmo partes
internas do motor.
06-
Baixa Compressão do Motor: A Baixa
compressão de um ou mais cilindros pode ser provocada por pouca folga entre
came e tuchos, camisa com desgaste excessivo (ovalizada), carbonização
excessiva. Lembre-se que sempre que for realizar um teste de compressão do
motor, não pode existir centelha e nem a injeção de combustível, por isso
desconecte a central, bobina, reles de potencia, fusíveis ou que for mais
fácil.
07-
Vazamento de cilindros: Este tipo de
problema pode ocasionar falhas, baixo desempenho, estouros, etc. e geralmente é
causado por mal assentamento de válvulas, junta de cabeçote danificada,
deficiência dos anéis de seguimento e outros.
08-
Nível de Carga da Bateria: sempre
que for iniciar o diagnostico de algum defeito no sistema de
injeção eletrônica ou
na parte elétrica, comece verificando o nível de carga da bateria
automotiva. Muitos problemas elétricos tem como origem a bateria,
mas poucos os profissionais que a dão a devida atenção.
09-
Aterramento, Cabos Positivos e suas conexões: avalie estes itens a procura de oxidações,
mau contatos, cabos rompidos ou com dimensões inferiores ao original.
Esse tipo de
problema pode provocar dificuldade no acionamento do motor de
arranque, baixo desempenho, desligamento repentino do motor e falhas
generalizadas na iluminação do veiculo.
10-
Chicote elétrico: Faça uma analise visual em todo o chicote elétrico a
procura de partes do mesmo que estejam em atrito com o motor ou a carroceria do
automóvel, este tipo de contato pode levar a curto circuito entre fios do
chicote com o aterramento do motor, causando vários tipos de defeitos. De uma
atenção especial ao chicote que esta conectado a U.C.E. pois problemas nesta
área pode levar a queima da central.
11-
Filtros de ar: Quando o
filtro de ar esta em mas condições ele pode dificultar ou até mesmo impedir a
passagem do ar, causando mal funcionamento no motor e falhas que não são
indicadas por rastreadores. Isto acaba nos enganando e deixando o diagnostico
mais demorado.
12-
Filtros de Combustível: Sempre
que detectar uma pressão e vazão da linha de combustível abaixo do normal,
verifique o filtro de combustível. Poucas pessoas lembram de trocar esta peça na quilometragem especificada pelo
fabricante o que pode provocar obstrução do filtro, dificultando assim a
passagem do combustível e fazendo com que a pressão na linha fique alterada.
Muito cuidado com este tipo de problema pois a obstrução deste filtro
pode levar a queima da bomba de combustível.
13-
Entradas Falsas de Ar: Problemas
como este pode provocar falhas no motor, mistura pobre, estouros no coletor de
admissão, perca de potencia ou motor acelerado. Isto vai depender muito da
estratégia utilizada pela U.C.E. para calcular o tempo de injeção: ângulo
de borboleta x Rotação, densidade x rotação, medição volumétrica e outros.
14-
Fluxo de Gases no Escapamento: condições dos fluxos de gases de
escapamento desfavoráveis, como no caso de um catalizador entupido pode
diminuir consideravelmente o rendimento do motor e dificuldade para o motor
abrir giro.
15-Nível
e Qualidade do Óleo Lubrificante: problemas como o excesso de óleo e a má
qualidade do mesmo pode provocar uma carbonização excessiva da câmara de
combustão, além de contaminar a sonda lambda prejudicando o seu funcionamento.
Este tipo de defeito pode ocasionar a saída de fumaça pela descarga, falhas no
motor e outros.
16-
Conectores dos Sensores, Atuadores e Central: A oxidação, mal contato ou até mesmo o
encaixe incorreto destes conectores pode provocar um isolamento elétrico e com
isso o mal funcionamento destaspeças.
Os defeitos provocados por este tipo de problema podem variar de simples falhas
elétricas até a problemas na partida.
17-
Sistema de Arrefecimento: Problemas
na válvula termostática, Tampa do reservatório e bomba d’água ou até mesmo o
baixo nível de agua além de provocar super aquecimento no motor, pode ocasionar
bolhas de vapor na região do sensor de temperatura da agua, fazendo com que o
mesmo gere informações erradas para a U.C.E..
18-
histórico do Problema: É sempre
importante levar em consideração o histórico do problema. Perguntas como: Foi
após a instalação de um alarme
automotivo? Foi após uma lavagem de motor? Foi depois de abastecer o
carro? Como iniciou o Defeito? Este tipo de questionário pode ajudar você ou
seu cliente a se lembrar da origem do problema. Garanto que uma simples
conversa com o proprietário do automóvel vai te economizar tempo e trabalho
desnecessário.
19-
Pressão e Vazão da Linha de combustível: A única forma de verificar o perfeito
funcionamento do sistema de alimentação de combustível é através do teste
de pressão e vazão do combustível. Este teste é realizado com uma ferramenta
chamada Manômetro. Problemas na linha de combustível podem causar, perca de
potencia, falhas no motor, estouros no coletor, forte cheiro de combustível,
consumo excessivo entre outros defeitos.
20-
Sincronismo da correia Dentada: O perfeito sincronismo do motor é
imprescindível para o bom funcionamento do mesmo. Quando há falta de
sincronismo, pode existir o surgimento de vários defeitos como: marcha lenta irregular, baixo desempenho ou até
mesmo a quebra do motor.
21-
Distancia entre o Sensor de Rotação e a Roda fônica: a distancia entre estas duas peças deve
esta entre 0,4 a 1mm. Quando esta distancia esta fora destas medidas o motor
pode apresentar falhas, cortes intermitentes, dificuldades na partida e outros.
22-Mangueiras: Faça uma analise visual a procura de
perfurações, obstruções e outros problemas nas mangueiras de: ar, combustível,
agua, sensor MAP, regulador de pressão, corretores de marcha lenta,
recirculação de gases e outras.
23-
Sujeira e Carbonização: Peças
como atuadores de marcha lenta, TBI’s, Bicos injetores, filtros, coletores de
admissão, sonda lambda podem acumular sujeiras ou criar uma
carbonização excessiva atrapalhando o seu funcionamento. Manter estas peças
sempre limpas é muito importante para que o motor funcione corretamente.
24- Fuga
de Corrente: Em
muitos casos quando há o descarregamento
da bateria automotiva o
culpado é a fuga de corrente, que é a permanecia de algum consumidor elétrico
do seu carro minando a carga da bateria aos poucos mas de forma continua.
Aparelhos de som, alarmes
automotivos, Rastreadores, módulos, luz de porta-malas são os
maiores vilões, quando assunto é fuga de corrente.
25-
Fusíveis e Reles: Ao
surgir algum defeito que provoque a inatividade de algum componente elétrico,
sempre verifique os fusíveis e reles. Muitos defeitos elétricos podem ser
resolvidos com uma simples analise dos fusíveis. Para isso sempre tenha em mãos
o manual do proprietário para que você possa identificar qual o fusível
tem uma maior relação com o problema apresentado e onde ele esta localizado.
Dica
Extra: Crie o
habito de registrar todos os defeitos, falhas e serviços realizados no seu
carro, pois isto pode ajudar muito na solução de problemas futuros.
Esta
lista abrange uma boa parte dos defeitos que são comuns entre todos os
carros,sendo assim sempre que tiver um contratempo com seu carro consulte estas
dicas.
Gostou
da lista? quer acrescentar alguma dica ou ficou alguma duvida? Deixe seu comentário.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Os novos caminhos para os motores a combustão
Menores e mais eficientes, os projetos e lançamentos das grandes montadoras no exterior indicam o futuro dos propulsores de combustão interna nos próximos anos
Fernando Lalli
Fernando Lalli
Já faz alguns anos que as montadoras têm voltado suas pesquisas para o desenvolvimento mais acelerado de motores a combustão verdadeiramente eficientes, capazes de economizar combustível, agredir menos o meio ambiente e, ao mesmo tempo, desenvolver mais potência. Essa forma mais inteligente de se pensar o motor, e que, sob certo aspecto, parece ser a mais óbvia, passou a ser algo urgente com as constantes crises dos combustíveis e com o endurecimento das leis de emissões de gases por parte dos governos locais, principalmente na Europa e nos Estados Unidos.
Por isso, em breve, veremos nas ruas algumas configurações pouco usuais hoje em dia. Motores menores, com menos cilindros, mas turbocomprimidos e com injeção direta de combustível, além de outros recursos para compensar a perda de potência e torque com a cilindrada menor. O movimento de redução de tamanho dos blocos é chamado de downsizing, termo adotado para definir a tendência da construção de motores pequenos e mais econômicos com força equivalente a um bloco de cilindrada superior.
Um dos projetos mais recentes e mais característicos dos futuros padrões de construção é o motor Ecoboost 1.0, apresentado oficialmente pela Ford no Salão de Frankfurt deste ano e que estreará em 2012 no Ford Focus europeu. Trata-se de um bloco 1.0 com apenas 3 cilindros, projetado para oferecer o mesmo desempenho de um motor 1.6 convencional a gasolina. De acordo com a montadora, em sua versão mais potente, o Ecoboost 1.0 será capaz de atingir 120 cv e torque de 17 kgfm entre 1.300 e 4.500 rpm.
Para conseguir esses números, a Ford equipou o bloco com turbo de alto desempenho, capaz de atingir 250 mil rpm, injeção direta de gasolina e duplo comando de válvulas variável (Ti-VCT). Soluções como a saída de exaustão fundida na cabeça dos cilindros, bomba de óleo com compressor variável e o sistema de refrigeração dividido diminuem o tempo de aquecimento do motor e reduzem o consumo de combustível.
Os engenheiros da montadora também adotaram o uso de revestimentos especiais para reduzir as perdas internas por atrito, além de colocar as correias principais trabalhando imersas em óleo, para um funcionamento mais suave e silencioso. Por causa do número ímpar de cilindros, para balancear corretamente o bloco, foi adotada uma estratégia de compensação através do volante e da polia.
Também na Europa, o Energy TCe 115 da Renault vai começar a substituir os 1.6 16V a partir de 2012, segundo a montadora, e será 25% mais econômico. O TCe terá bloco de 1.2 l e 4 cilindros, mas também adota turbo, injeção direta, duplo comando de válvulas e bomba de óleo com compressor variável, chegando a resultados semelhantes de potência: 115 cv e 19 kgfm de torque entre 2.000 e 4.000 rpm. Entre as principais diferenças, o motor da Renault tem o bloco feito de alumino e usa corrente no lugar da correia. Até 2015, a montadora espera que o propulsor esteja equipando 85% de seus carros vendidos na Europa.
Entretanto, enquanto a Ford e a Renault estão preparando o terreno, a Fiat já disponibiliza no Velho Mundo o compacto 500 com motor TwinAir de apenas 2 cilindros e 900 cilindradas. Com as mesmas características de alimentação do Ecoboost 1.0 e do TCe 115, de acordo com a Fiat, o propulsor emite 30% menos CO2 na atmosfera e desenvolve 65 cv de potência e 14,8 kgfm de torque.
Para não deixar que qualquer quantidade de combustível seja queimada em vão, tanto o TwinAir quanto o TCe 115 da Renault contam também com o auxílio do dispositivo Start & Stop, que desliga o motor quando o motorista pára o carro e automaticamente volta a ligá-lo ao mais leve toque no acelerador. Hoje visto em carros mais luxuosos, o sistema tem tudo para se popularizar daqui pra frente em todos os segmentos do mercado.
Parceria - Graças ao bom momento econômico do Brasil, a tecnologia do downsizing não está distante de nós – pelo contrário, já roda em nossas ruas. Um dos exemplos é o motor THP, desenvolvido pela PSA (Peugeot/Citroen) em conjunto com a BMW, e que equipa o crossover Peugeot 3008 e o recém-chegado esportivo RCZ. O propulsor tem 1,6 l de capacidade cúbica, 16 válvulas com duplo comando e segue a tendência do uso da combinação entre turbo e injeção direta de combustível.
A montadora francesa detalha que, no THP, o alternador, a bomba de óleo, a turbina do motor, a válvula termostática, a bomba d’água e o comando de válvulas de admissão são comandados segundo estratégias definidas pelo módulo da injeção eletrônica, o que permite um controle mais preciso do funcionamento de cada atuador, sem desperdícios de energia. O resultado, além da economia e da redução de emissões, é uma potência de 156 cv e torque máximo de 24 kgfm logo aos 1.400 rpm; números superiores, por exemplo, aos do motor 2.0 16V que equipa o sedã Peugeot 408.
A parceria entre a montadora francesa e a BMW gerou também o motor VTI, que equipa algumas versões básicas do Mini Cooper vendido no Brasil e outros modelos da Peugeot na Europa. O bloco, também de 1.6 l, apesar de dividir diversos componentes com o THP, se vale de tecnologias de princípios diferentes. Além de ser aspirado, possui dois sistemas de variação de abertura de válvulas: enquanto um faz a variação contínua dos tempos da injeção e da exaustão (VVT), outro sistema faz esse ajuste considerando a posição do acelerador, tudo para tentar reduzir a quantidade de combustível no cilindro ao estritamente essencial de acordo com a aceleração do motorista.
O VTI rende 120 cv de potência e 16 kgfm de torque a 4.250 rpm. De acordo com dados da Peugeot, tanto o VTI quanto o THP tornaram os veículos que equipam pelo menos 10% mais econômicos e menos poluentes que os modelos anteriores.
Uniformidade de configurações - Além da parceria com a Peugeot, a BMW aponta outra tendência para quem ainda vai produzir motores de capacidade cúbica maior. O projeto de sua futura plataforma, que surgirá sob o conceito EfficientDynamics, partiu do princípio do cilindro “ideal” para multiplicá-lo em blocos de 3, 4 e 6 cilindros em linha, que poderão dividir até 60% das peças entre si. Esse cilindro terá 0,5 l de capacidade cúbica, e gerará motores a gasolina e a diesel, de 1.5, 2.0 e 3.0 litros, com turbo, injeção direta e demais tendências. A marca ainda não estipula datas para o início da produção dessa linha, mas, sim, poderemos ver em breve um BMW com motor de 3 cilindros e, ainda por cima, transversal, o que é algo impensável para muitos fãs puristas da marca...
Outra montadora que tem planos muito parecidos é a Volvo, que declarou recentemente que, até 2020, pretende equipar todos os seus modelos apenas com motores de 3 ou 4 cilindros, também construídos sobre uma plataforma comum de cilindros idênticos de 0,5 litro.
Estes e tantos outros exemplos são indícios de que algumas quebras de paradigmas estão só começando no conceito de motorização do automóvel. Antes que o carro elétrico ou qualquer outra tecnologia alternativa se torne simplificada o bastante para ser massificada, os carros movidos a motores de combustão interna perdurarão por muito tempo, mas adequados a um mundo que tem que se renovar por inteiro, a começar pela mentalidade da indústria e do consumidor.
E você, profissional da reparação, está preparado para mudar junto com o mercado?
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