SEJAM BEM VINDOS QUE DEUS OS ABENÇOE

domingo, 17 de julho de 2011

Diagnosticos Eletronicos


Foi-se o tempo em que descobrir problemas em automóveis dependia exclusivamente da habilidade ou do ouvido atento de um mecânico. A sofisticação da tecnologia presente nos veículos foi acompanhada do desenvolvimento de equipamentos eletrônicos para diagnóstico e localização de falhas. Dessa forma, em alguns casos o serviço que antes era realizado exclusivamente por um mecânico é agora feito com o auxílio de um pequeno módulo eletrônico — o scanner de diagnóstico, que tem tamanho semelhante ao de um caderno escolar.

Apesar da alta tecnologia envolvida, o sistema funciona de forma bastante simples. Para analisar o funcionamento do veículo, o scanner fica conectado aos principais componentes eletrônicos do motor. Para transformar as informações captadas em dados úteis ao mecânico, o equipamento trabalha ligado a um computador, cuja função é processar e interpretar dados fornecidos pelo scanner.

Engana-se quem acha que os modernos scanners funcionam somente em luxuosos carros importados: qualquer automóvel equipado com injeção eletrônica pode fazer um check-up eletrônico. Conectando-se, por exemplo, o scanner na injeção eletrônica de combustível, o mecânico pode avaliar o funcionamento e as condições dos sistemas elétricos, de ignição e injeção de combustível.

O sistema, porém, é capaz de detectar falhas apenas em componentes ligados a unidades eletrônicas. Num carro sem ABS, por exemplo, o scanner não afere as condições dos freios; nos automóveis mais simples, ele não opera junto a amortecedores, por exemplo.
Funcionamento do sistema

O mecânico faz o diagnóstico e localiza as falhas conectando o scanner aos principais componentes eletrônicos do motor. Em seguida, as informações são lidas e interpretadas por um computador comum equipado com um software de diagnóstico.
Leitura de dados
Por meio da leitura da injeção eletrônica pode-se avaliar, por exemplo, as condições de temperatura, pressão e volume de ar utilizados no processo de combustão no motor. Os scanners podem ainda detectar problemas no sistema de ignição (velas e cabos) e no sistema elétrico (alternador e bateria).
o sistema 2E, um modelo de ABS digital de nome parecido, mas com detalhes construtivos e de sangria bem diferentes.

Na aplicação do 2E, temos os seguintes veículos:

•linha FIAT - Tempra

•linha GM – Vectra até 1996

Os veículos equipados com o sistema 2E, tem uma característica bem marcante, a utilização de um pistão flutuante de distribuição de pressão, sendo que a unidade hidráulica possui três solenóides de isolamento e descarga mas a unidade eletrônica recebe 4 sinais de rotação de rodas (4 sensores).


Para fazer a manutenção e reparação, vamos aos detalhes do sistema 2E, fornecida pela Bosch

Componentes:

Unidade Hidráulica

Está localizada próximo ao cilindro mestre de freio e está fisicamente ligada à unidade eletrônica, bomba hidráulica de recirculação (incorporada à unidade hidráulica) e alimentação elétrica.

Está interligando os dois tubos de saída do cilindro-mestre fazendo a ligação com os quatro canais de saída (rodas).

 
Unidade Eletrônica

Está junto à unidade hidráulica e já é do tipo digital, com memória de códigos de falhas, comunicação via scanner através do conector de diagnose, apresentação de códigos de falhas (através da lâmpada de anomalia ABS).

A ECU 2E já é compacta comparando-se com o modelo 2S e possui 15 pinos, sendo ligada a alimentação positiva e negativa, lâmpada de anomalia, relés do sistema e separadamente do pente do chicote está a comunicação elétrica com a unidade hidráulica e a bomba de recirculação.

 
Sensores

O sistema 2E tem quatro sensores de velocidade, do tipo indutivo, e estes sensores são controlados pela ECU eletrônica que monitora e compara estes sinais e comanda os solenóides de isolamento e descarga para controle da pressão de frenagem, trabalhando no antiblocante do freio.

 
Diagnóstico

O diagnóstico do sistema 2E pode ser feito via scanner (são poucos os scanners que possuem programa para este sistema) ou através do código de piscadas da lâmpada de anomalia do painel.

Para ativar o acesso do código de piscadas, faça um jump (ligação) entre a linha de comunicação e o aterramento do conector de diagnose.

TEMPRA: terminais 1 e 2 do conector de três pinos, exclusivo do sistema ABS (localizado próximo à unidade eletrônica ABS).

VECTRA: entre terminais A e K do conector de 10 pinos, mesmo conector de diagnose da injeção eletrônica (localizado próximo ao painel de fogo – torre do amortecedor dianteiro direito).

Após o jump, ligar a ignição e contar as piscadas em forma de dezena, primeiro dígito a dezena e o segundo a unidade.

 
Canais

O sistema 2E tem um pistão flutuante na unidade hidráulica, ou seja é um sistema de freio ABS do tipo 4S4K, quatro sinais de velocidade / rotação das rodas e 4 canais de controle hidráulico, sendo dois canais para o eixo dianteiro e dois para o eixo traseiro.

Para esta compensação interna da pressão entre rodas opostas e diagonais (dianteira direita com traseira esquerda / dianteira esquerda com traseira direita), há um pistão flutuante que desliza, não permitindo a passagem do fluido à linha com mais tendência ao travamento.

 

    Tabela dos Códigos de Falhas:

    12-Sem falha memorizada

    16-Solenóide dianteiro esquerdo

    17-Solenóide dianteiro direito

    18-Solenóide traseiro

    19-Relé das válvulas solenóides

    25-Bomba de recirculação

    37-Interruptor de luz de freio (pedal)

    39-Sensor de rotação D.E. (curto circuito)

    41-Sensor de rotação D.E. (circuito aberto)

    42-Sensor de rotação D.D. (curto circuito)

    43-Sensor de rotação D.D. (circuito aberto)

    44-Sensor de rotação T.E. (curto circuito)

    45-Sensor de rotação T.E. (circuito aberto)

    46-Sensor de rotação T.D. (curto circuito)

    47-Sensor de rotação T.D. (circuito aberto)

    48-Tesão da bateria baixa - alimentação

    55-Falha na unidade de comando eletrônico

    56-Falha no diagnostico de piscadas

Comentários

As unidades eletrônica e hidráulica estão incorporadas, por isso temos apenas 15 pinos na ECU. O acionamento da bomba de recirculação é feito pela unidade hidráulica. Os dois relés estão soldados na própria unidade.

O interruptor do pedal de freio está ligado ao pino 9 da ECU, e lâmpada de diagnose ao pino 1.

Atenção especial deve ser dada ao processo de sangria do sistema, que neste caso exclusivo do ABS 2E deve ser em Z, iniciando-se pela roda mais próxima ao cilindro mestre (dianteira esquerda) e terminando na mais distante (traseira direita).

Também devemos observar bem a alimentação elétrica no pino 3 (aterramento) e cabo na bomba de recirculação, e no pino 2 (alimentação) positiva. Para apagar a memória dos códigos de falhas, o scanner poderá ser utilizado ou desligar e ligar a ignição por 20 vezes seguidas.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Aditivo para radiador. Qual usar!!!



Os veículos rodam em regiões das mais variadas – em alguns lugares a temperatura pode ficar abaixo de 0; em outros, muito acima de 40º C. Por isso, qualquer fluido usado no sistema de arrefecimento do motor precisa ter um ponto de congelamento muito baixo, um ponto de ebulição muito alto e deve ter a capacidade de armazenar muito calor. 
A água é um dos fluidos mais eficazes na conservação de calor, mas ela congela numa temperatura muito alta para ser usada em motores de automóveis. O fluido que a maioria dos carros usa é uma mistura de água e etileno-glicol (C2H6O2), também conhecido como aditivo de radiador ou anticongelante. Adicionando-se etileno-glicol à água, os pontos de ebulição e de congelamento melhoram significativamente. 

A temperatura do líquido de arrefecimento pode chegar, às vezes, de 121º C a 135º C. Mesmo com a adição do etileno-glicol, essas temperaturas ferveriam o líquido de arrefecimento; logo, algo mais tem de ser feito para elevar o ponto de ebulição. 

O sistema de arrefecimento usa pressão para elevar ainda mais o ponto de ebulição do líquido de arrefecimento. Assim como a temperatura de ebulição é mais alta numa panela de pressão, a temperatura do líquido de arrefecimento ficará mais alta se o sistema for pressurizado. A maioria dos carros tem um limite de pressão de 14 a 15 libras por polegada quadrada (lb/pol²), ou 0,96 a 1,03 bar, o que aumenta o ponto de ebulição outros 25º C, permitindo que o líquido de arrefecimento suporte as altas temperaturas. 

O anticongelante também contém aditivos para resistir à corrosão. 


Água pura
50/50 
C2H6O2/Água
70/30 
C2H6O2/Água
Ponto de congelamento
0º C
-37º C
-55º C
Ponto de ebulição
100º C
106º C
113º C


Uma duvida muito frequente é qual aditivo usar no radiador então fiz uma pesquisa para entender as diferenças de cada um deles.

A maneira mais pratica é utilizar exatamente o que o manual orienta, se está no manual é esse e ponto.

Para quem não quer comprar o original segue no resumo o que constatei:

Óleo solúvel
Pros: Diminui a corrosão em radiadores de cobre e latão e em blocos e cabeçotes de ferro fundido;
Contra: Ataca as borrachas, ataca partes plásticas, não evita cavitação, não altera ponto de ebulição e congelamento;
Durabilidade: N/A;
Custo: Baixíssimo;
Cor: Branco (leitoso);
Proporção: 10%.

Sem etilenoglicol
Pros: Evita a corrosão em radiadores de cobre e latão e em blocos e cabeçotes de ferro fundido e evita cavitação;
Contra: Não altera ponto de ebulição e congelamento, ataca ligas de alumínio;
Durabilidade: 1 ano ou 30.000 km;
Custo: Baixo;
Cor: Verde;
Proporção: 10% até 20%.

Com etilenoglicol
Prós: Evita a corrosão em radiadores de cobre e latão e em blocos e cabeçotes de ferro fundido, evita cavitação, aumenta a temperatura de ebulição e baixa a de congelamento;
Contra: Ataca ligas de alumínio;
Durabilidade; 2 anos ou 50.000km;
Custo: Moderado;
Cor: Azul/Verde/Amarelo;
Proporção: 40% até 60%.

Orgânico (com etilenoglicol)
Prós: Evita a corrosão em radiadores de alumínio e em blocos e cabeçotes de alumínio, evita cavitação, aumenta a temperatura de ebulição e baixa a de congelamento. Recomendado também para bombas de água plásticas;
Contra: Ataca ligas de cobre e latão, principalmente na solda dos radiadores.
Durabilidade: Até 10 anos ou 250.000 km;
Custo: Alto;
Cor: Vermelho/Laranja;
Proporção: 40% até 60%.

Observações importantes:

Pode haver variação na cor de acordo com o fabricante, portanto consulte a embalagem.
Alguns aditivos já vem pronto para uso e não devem ser diluídos.
Respeite a proporção, excesso de aditivo também prejudica.
Alguns aditivos japoneses não são orgânicos, mas também podem ser utilizados em ligas de alumínio (não contém silicatos).
Jamais mistures aditivos com composição diferente.
Misturar aditivos iguais (composição), mas de marcas diferente até é aceitável, mas o ideal é evitar.
Em uma emergência use o que tiver ou até água pura, é melhor do que correr o risco de superaquecimento. Assim que possível corrija o defeito e volte à proporção e aditivo recomendado.
De preferência para agua desmineralizada, destilada ou livre de cloro, nesta ordem.
Água da rua (encanada) tem muito cloro, não use.

Este assunto é muito mais extenso, mas acredito que  já se pode ter uma ideia do produto certo para cada aplicação. Quem tiver mais informações, fique a vontade. Poste seus comentarios que com certeza serão bem vindos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Manutenção do Honda Fit


Acompanhe a manutenção do gerenciamento eletrônico do motor 1.4 l do modelo japonês, que pode influir diretamente na emissão de poluentes, e o procedimento de limpeza das bobinas
Com a chegada da inspeção veicular, o cerco em relação à manutenção do sistema de injeção eletrônica e dos componentes do motor de um modo geral tem ficado cada vez mais apertado. Responsável pelo funcionamento ideal do motor, o sistema de injeção substituiu o bom e velho carburador no final dos anos 80 com o objetivo de fazer a mistura ideal entre combustível e ar admitido, a fim de encontrar o melhor desempenho do motor, otimizando a economia de combustível e a redução de emissão de poluentes na atmosfera. A tecnologia deu certo, todas as montadoras adotaram o sistema de injeção eletrônica, que funciona com uma central eletrônica que comanda todas as informações que recebe dos sensores, instalados em vários pontos do motor. A unidade, por sua vez, manda esses dados para os atuadores que realizam uma série de ações no sistema.: variação do volume de combustível, correção do ponto de ignição, funcionamento da marcha lenta, etc. O conceito da injeção eletronica e seus sensores e atuadores serve para qualquer veículo, mas cada um tem as suas especificações e características únicas, inclusive, porque cada motor recebe uma calibração diferente de injeção, ou seja, os dados eletrônicos são mapeados diferentemente de acordo com a necessidade de cada modelo, priorizando desempenho, consumo, esportividade, e por aí vai. Nessa edição, mostramos como é feita a manutenção do sistema do Honda Fit ano 2003, movido a gasolina e com 60 mil km rodados. Para efetuar esse procedimento, o técnico deve fazer uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e de peças de boa procedência. Para a realizaçao de diagnóstico e testes é imprenscindível a ajuda de um scanner automotivo e de um multímetro.
Diagnóstico O veículo utilizado estava apresentando alguns problemas quando foi levado ao mecânico: o motor engasgava nas retomadas de velocidade e o consumo de combustível estava acima do esperado. "Este é um motor 1.4 litro, quatro cilindros, 8 válvulas e duas velas por cilindro. O sistema de injeção eletrônica é do tipo Iso, que faz o gerenciamento do ponto de ignição, marcha-lenta, controle de combustível e tempo de injeção da gasolina. Uma característica interessante deste conjunto é que utiliza duas velas por cilindro, o que permite melhor queima e aproveitamento do combustível, diminuindo o índice de poluição". O sistema do Honda Fit funciona com uma estratégia de circuito fechado (Closed Loop), que utiliza os sinais da sonda lambda para regular a injeção de combustível e os demais parâmetros do sistema. A Honda não recomenda a limpeza dos bicos injetores. Em caso de falhas nos bicos injetores, a Honda recomenda a substituição dos componentes. Principais sensores: - Sensor de rotação: está localizado na árvore de manivelas e informa a quantidade de pulsos de acordo com a rotação da árvore de manivelas. O modulo vai receber a informação e determinar o avanço do ponto e a quantidade de combustível injetada necessária de acordo com as condições de rodagem. O acesso é feito pela parte debaixo do carro. (A) - Sensor de fase: está localizado no comando de válvulas e manda a informação de posição ao módulo, fazendo que o motor parta e funcione corretamente em todos os regimes de operação. Fica embutido atrás do cabeçote.

- Sensor de temperatura do ar: está localizado ao lado do filtro de ar e coleta a informação de acordo com a temperatura do ar admitido, que em seguida vai passar pelo filtro de ar, corpo de borboleta e entrar no coletor de admissão. (B) - Sensor MAP: um sensor que determina a depressão do coletor e envia a informação para módulo. Trabalha em conjunto com o sensor de temperatura do ar, para cálculo da massa de ar admitida. (C) - Sensor de oxigênio (sonda lambda): localizado imediatamente antes do catalisador, é responsável por fazer a leitura das condições de queima do motor e regular a quantidade de injeção e o ponto que vai trabalhar esse motor. Essa sonda é do tipo planar, com dois fios que levam alimentação de tensão de 12V, e os outros dois fios que dão resposta de funcionamento da queima do motor. (D) - Válvula EGR: faz a recirculação dos gases de escapamento na quantidade determinada pelo módulo para o coletor e assim reduzir o volume da mistura de combustível, diminuindo o índice de poluentes (NOx) sem afetar o desempenho do motor. (E) - Sensor de temperatura do líquido de arrefecimento: faz a leitura da temperatura do fluido para controlar o acionamento da partida a frio e auxiliar o gerenciamento do sistema de injeção do motor. (F)

Principais atuadores: - Bicos injetores ou válvulas injetoras: fazem a injeção do combustível ao motor. São compostos por uma válvula eletromagnética que recebe pulsos negativos vindos do módulo sendo que tem uma alimentação constante de 12 V. - Válvula do canister: retém os vapores vindos do tanque, do próprio funcionamento do motor, armazenado num recipiente de carvão ativado para que, quando houver necessidade, esses gases possam ser reutilizados pelo motor, para otimizar o funcionamento e diminuir os poluentes. (G) - Bobinas: são oito bobinas individuais, uma para cada vela, ou seja, são duas velas por cilindro. A troca das velas é feita aos 40 mil km, de acordo com o manual do proprietário. (H) - Corpo de borboleta: trabalha com acionamento através do cabo, recebendo as informações por meio de um sensor no pedal do acelerador, que indica a posição de passagem da quantidade de ar que está sendo admitido pelo motor. No próprio corpo tem um sensor que determina a posição da borboleta, e sabe a quantidade de ar que está entrando para determinar a quantidade de combustível necessária. (I) Obs.: A cada revisão periódica do sistema, é orientado inspecionar se existe carbonização no corpo de borboleta, quando está contaminado em excesso, prejudica o funcionamento em regime de marcha lenta, exigindo a limpeza. - Unidade de Comando Eletrônico: é o módulo que gerencia o sistema, e fica num local de difícil acesso, atrás do porta-luvas do lado do passageiro. Obs.: Na maioria dos casos, o problema nunca é no módulo, geralmente está nos sensores, atuadores ou nos chicotes elétricos. - Válvula corretora de rotação de marcha lenta: tem por função controlar a rotação de marcha lenta do motor (J) Conceito: O sistema ISO utilizado no Honda Fit é um sistema simples e bem funcional, os cuidados necessários são a execução da manutenção de rotina, a troca dos filtros, velas e do lubrificante de acordo com o manual. "Se essas condições estão satisfatórias, dificilmente provocarão defeitos. Por outro lado, a falta da manutenção e a utilização de combustível de má qualidade podem avariar todo o conjunto", observa. Esse sistema trabalha com duas sondas lambdas, uma antes do catalisador, que vai mandar a leitura dos gases queimados do motor para o módulo para o módulo e a outra, depois do catalisador, para detectar a eficiência do catalisador, fazendo a conversão dos gases queimados no motor. O técnico deve substituir os itens requeridos e, depois, para fazer a análise geral do sistema deve utilizar um aparelho de scanner automotivo, para fazer a varredura dos componentes para constatar se está tudo em ordem, se nenhum problema foi relatado. Principalmente, quando o veículo estiver prestes a passar pela inspeção veicular. O Honda Fit 1.4 não apresenta nenhum problema para passar na inspeção, atinge perfeitamente as normas da Controlar. O que acontece é que o motor 1.5 litro a gasolina tem trazido alguns problemas na inspeção, porque requer uma descontaminação no sistema evaporativo do tanque e do motor, além de uma regulagem perfeita, e rodagem de acordo com a necessidade do motor, para não ter a contaminação do sistema e ser reprovado na inspeção. Não é recomendado remover a válvula de purga ou do canister, é um procedimento incorreto, pois você está adulterando o sistema. Nesse caso, o técnico deveria verificar os itens, corrigir e fazer as substituições necessárias. Se continuar dando problemas, ver se está na temperatura ideal, pois o motor deve estar quente para atender aos testes".
Procedimento Antes de iniciar os procedimentos, é sempre bom utilizar óculos de segurança, luvas de proteção e sapatos de biqueira, além de utilizar as ferramentas de maneira correta.

1) Para ter acesso às bobinas e às velas, comece retirando a capa do motor com uma chave de 10 mm. Cuidado para não avarias as travas que conectam no coletor de admissão. 2) Retire as conexões das bobinas, que são dispostas quatro na frente e quatro atrás. Com cuidado, aperte a trava e puxe, desligando a bobina. Depois utilize uma chave 10 mm para soltar o parafuso de fixação e remove-las uma a uma. Obs.: A bobina pode ser contaminada por conta da umidade e provocar o isolamento do transformador, impedindo o transporte para a vela. Esse defeito pode provocar falhas momentâneas da aceleração, principalmente em baixa rotação. Esse problema é diagnosticado com um teste de percurso, na retomada de velocidade, o motor vai falhar como se uma vela estivesse avariada, como se a tensão não estivesse chegando na vela, apesar da peça estar em ordem. Mesmo trocando as velas o defeito continua. Limpeza das bobinas Esses problemas causados por oxidação contaminam a parte interna da bobina, que precisa ser eliminado. Para fazer esse reparo, tire a bobina do alojamento e faça uma limpeza interna com a ajuda de uma haste fina. A Honda recomenda a troca da peça. 1) Para ter acesso às bobinas, retire a tampa do filtro de ar, desconectando antes o sensor de temperatura do ar.


2) Em seguida, remova o elemento filtrante e solte as abraçadeiras e os parafusos para remover o alojamento do filtro e a tomada de ar. 3) Agora, vamos remover as bobinas para fazer o processo de limpeza da passagem de centelha para as velas. Remova os conectores e retire as bobinas. As bobinas do banco de trás tem acesso mais difícil, para tanto, destrave a canaleta do chicote e desloque-o para facilitar. 4) Leve as bobinas para uma bancada e abra as peças com cuidado, não há a necessidade de utilizar nenhuma ferramenta. 5) Faça a limpeza do zinabre concentrado no interior das bobinas, remova o condutor, que é uma molinha, raspando com uma haste e depois passando limpa contato. (5a)



6) Depois de estar tudo limpo, instale a mola dentro do alojamento e faça uma leve pressão com dedo e coloque o transformador. 7) Depois coloque a bobina no seu lugar novamente, encostando na vela, com atenção para obedecer a ordem das bobinas traseiras e dianteiras. Aplique torque de 9 Nm. Finalização e testes Depois de montar as bobinas, faça a instalação do filtro e dos periféricos que foram retirados para o acesso. Em seguida, faça o teste com o scanner de diagnoses, sempre o motor em temperatura de funcionamento, acima de 75º C. 1) Encaixe o scanner do lado esquerdo do console central no painel inferior, dentro do carro, onde está o seu conector. 2) Selecione os dados de montadora, veículo, ano e motor. O sistema vai fazer a varredura e mostrar tudo o que tem de errado nos componentes. Se tiver algum problema, o técnico já vai ter detectado a luz de avaria no painel. 3) O scanner vai dar as opções: testes, impressão do defeito, apagar a memória de avaria ou veirifcar o numero do módulo que gerencia o sistema. Escolha o teste, que vai dar as opções: código de defeito, teste dos atuadores, leitura e análises gráficas. Escolha o código de defeitos. 4) Detectamos que tem um código de defeito - 01.13 - que indica anomalia do sensor temperatura do ar. Verifique o funcionamento do componente, verifique as medidas com multímetro, cheque a resistência, a voltagem e a continuidade dos fios vindos do módulo até o sensor. Se o sensor estiver avariado, é necessário substituir. 5) Com o motor funcionando, o aparelho de scanner dá os parâmetros de todos os sensores. Os que estiverem fora de ordem devem ser checados. Esse procedimento é realizado com todos os sensores, com a ajuda da tabela do próprio fabricante da peça. Depois de substituir o sensor, passe o scanner novamente. Estando tudo em ordem, apague o código de avaria. Para finalizar, faça um teste de rodagem para ver se a causa foi sanada. Faça também uma análise de gases com um analisador infravermelho de quatro gases, compatível com o utilizado pelo órgão de inspeção

Saude do Mecanico, o bem mais precioso!


Quem conhece e convive com o mecânico sabe que ele não mede esforços para atender bem os seus clientes, que ele considera como parte da família: sai de casa no meio da noite para socorrer, parcela a conta em "suaves prestações" para que o cliente consiga pagar, gasta horas procurando o melhor preço de peças caras e muitas outras situações pitorescas que fazem parte do seu dia a dia. Alguns fazem verdadeiros milagres para manter os veículos funcionando, em regiões que dispõe de pouquíssimos recursos e peças de reposição, como aqueles que trabalham em Havana (Cuba). Ou seja: são verdadeiros heróis.
No entanto, o "Guerreiro das Oficinas", que investe muito do que ganha em recursos técnicos, ferramentas, equipamentos e treinamento, por vezes, deixa de cuidar do seu maior patrimônio: a saúde. Pois é, ele que tem tanto cuidado com os bens de outras pessoas, muitas vezes, se esquece zelar pela sua integridade e segurança, se expondo a riscos e agentes nocivos que, no mínimo, poderão gerar graves doenças a médio e longo prazo.
Muito são os casos de mecânicos que sofrem de graves doenças respiratórias, oriundas das poeiras emitidas pelas lonas de freio, ou aqueles que sofrem de doenças de pele, provocadas pelo contato com solventes e produtos químicos. Isso sem falar nas intoxicações pela aspiração de vapores, envenenamento pela ingestão de combustível, assim como, má alimentação (P.F. no boteco da esquina), consumo de tabaco, surdez pela exposição a ruído intenso, etc.
No entanto, o que mais preocupa são os acidentes: frequentes são os casos de profissionais que ficam mutilados, devido a acidentes que são totalmente evitáveis, com a simples utilização de equipamentos de segurança como: óculos e calçados de proteção, máscaras protetoras para poeira, máscara para solda, etc. Outros são frutos da distração ou da ansiedade em realizar logo o trabalho para atender o cliente. Quantos dedos e mãos não foram decepados por hélices e correias? Quantas pernas quebradas por carros que caem de cavaletes e macacos? Com certeza, muito mais do que deveriam. Na verdade, o único número aceitável é zero.
Podem-se citar ainda os graves problemas provocados por produtos de limpeza industrial pesada, vendidos como apropriados para a higiene pessoal, e que o mecânico compra de boa fé e utiliza no seu próprio corpo, sem saber dos riscos que está correndo. Um verdadeiro crime! Mas como melhorar essa situação? Só existe uma saída: informação somada a atitude!
1º) Utilizar e incentivar o uso de equipamento de proteção (Individual (EPI) ou Coletiva (EPC)):
Toda atividade de risco exige a utilização de um equipamento de proteção individual ou coletiva. A Norma Regulamentadora número 6 (NR6), do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), e seus anexos trazem todas as definições e orientações pertinentes ao assunto e pode ser obtida gratuitamente por meio do site: www.mte.gov.br.
No caso das oficinas de reparação automotiva é indispensável utilizar:
a) Óculos de segurança, nas atividades onde pode haver ricos de projeção de partículas, líquidos e outras substâncias sobre os olhos;
b) Calçados de segurança com biqueira de aço, onde existe risco de queda de peças pesadas;
c) Luvas de proteção contra temperatura elevada ou farpas, na existência de risco;
d) Creme de proteção para a pele, onde existe contato direto com solventes, lubrificantes e combustíveis;
e) Máscara de proteção contra poeira, na existência de risco;
f) Protetor auricular em locais de alto nível de ruído (de acordo com a legislação).
Um outro aspecto importante é o cuidado que se deve ter durante a aquisição de equipamentos de proteção:
a) O equipamento deve ser apropriado para a tarefa e risco a que o profissional vai ser exposto;
b) O seu Certificado de Provação (CA) deve se encontrar válido;
Ambas as informações podem ser verificadas gratuitamente no site do MTE.
2º) Utilizar apenas produtos de higiene adequados:

Para ser adequado para lavar as mãos, o produto precisa ser aprovado pelo Ministério da Saúde (MS), com um número de classificação, e registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), como cosmético. Lamentavelmente, muitos mecânicos lavam suas mãos com produtos destinados a remover graxa de peças, pisos e máquinas (categoria saneantes). O resultado é a aparição de graves doenças de pele que podem levar anos para serem curadas (isso quando possível). Mais informações podem ser obtidas no sites: www.anvisa.gov.br e www.saude.gov.br.
3º) Adotar uma atitude de segurança:

Segurança é uma questão de atitude. Não basta ter em mãos os equipamentos de proteção adequados. É preciso utilizá-los corretamente e incentivar os demais colegas a utilizar. Deixar de lado, definitivamente, aquela antiga, machista e burra postura: "mecânico que é mecânico não precisa desse tipo de frescura". Elogiar quem utiliza, tratando-os como verdadeiros profissionais. Além disso, agradecer a àqueles que lembram da necessidade de utilização e não taxá-los de "chatos". Essas pessoas estão preocupadas com o seu bem estar.
É preciso também tomar uma postura segura. Não se deixar levar pela ansiedade de terminar logo o serviço, tomando atalhos que, por vezes, podem levar a um desastre. Mesmo que demore um pouco mais, siga o caminho mais seguro. Além disso, é preciso vigiar o colega menos experiente, ou mais descuidado, para que ele não cometa esse tipo de erro. A fatalidade não costuma perder oportunidades. Pense naqueles que estão esperando a sua volta em casa. Afinal de contas, a saúde do mecânico é o seu maior patrimônio.

domingo, 10 de julho de 2011

Uno Mille Electronic/ELX




Controle das Emissões
Resumo:
Neste artigo é analisado o funcionamneto do sistema eletropneumático de controle de
emissões do veículo UNO Mille.
Em parte, tal sistema é controlado pela unidade de comando Microplex, que também comanda o avanço do sistema de ignição.
A análise é feita sobre o sistema de controle de emissões, no que se refere ao
funcionamento do circuito de vácuo, e não abrange a análise do circuito de controle do
avanço da centelha (que corresponde ao sistema de ignição).

O sistemade controle das emissões é constituido de:
- Ignição estática Microplex
- Circuito de vácuo (eletropneumático)
Operado em conjunto, o sistema consegue a diminuição do nivel de emissões (tanto do
escapamento como as evaporativas) e uma melhor dirigibilidade do veículo.
O controle das emissões é feito em varios niveis:
- Controlando as emissões evaporativas
- Controlando o carburador quanto a:
. Desacelerações, através da cápsula “dash-pot“
. Corte de combustível, através da eletroválvula “cut-off”.
. Abertura da válvula de máxima (“power-jet”).
. Abertura do 2º corpo
- Controlando a temperatura do ar admitido, através do sistema Thermac
- Controlando o avanço, através do sistema de ignição Microplex (este tema
não é tratado neste artigo)
O circuito de vácuo é na realidade, um circuito eletropneumático de controle de emissões,
constituido de ligações de vácuo controladas por válvulas eletropneumáticas.
Circuito de Controle das Emissões Evaporativas
A função deste circuito é a de evitar que as emissões evaporativas, provenientes do tanque de
combustível e da cuba do carburador, sejam despejadas na atmosfera. O elemento principal deste sistema é o filtro de carvão ativado (canister).
Quando há sobrepressão no tanque ou na cuba (produzida pela evaporação do combustível), os vapores passam para o canister, onde ficam depositados na superficie dos grãos de carvão.
A purga do filtro canister é controlada pela válvula Ford (tambén denominada válvula “shutt-off”).
Esta, por sua vez, é controlada pelo vácuo proveniente da base do carburador.
Funcionamento da válvula Ford - Com vácuo na câmara da mola, a válvula está fechada.
- Sem vácuo, ou pouco vácuo na câmara da mola, a válvula está aberta
Portanto, com motor desligado, a válvula Ford está abetra; com o motor na marcha
lenta, a válvula está fechada, e com o motor em cargas parciais ou plena carga, a
válvula permanece aberta.

Funcionamento do Circuito
- Quando há vácuo na base do carburador (motor na marcha lenta), a válvula Ford fecha,
impedindo que os vapores do canister atinjam o coletor de admissão e a mistura seja
alterada.
- Quando não há vácuo (motor desligado ou em cargas parciais ou plena carga), a válvula
Ford abre, o que permite a passagem dos vapores do canister para o coletor (purga do
canister) para, assim, se integrar à mistura.
O funcionamento é complementado pela ação da válvula delay D4(*) . Esta permite a entrada
imediata de ar na câmara da mola da válvula Ford, mas apresenta uma restrição no sentido
contrario (sentido da seta); no sentido da saída do ar.
Antes da partida, a válvula está aberta, mas não há purga devido a que não existe vácuo no coletor para succionar os vapores.
Portanto, ao dar partida, a válvula está aberta, e contendo ar na câmara da mola. A retirada do ar pelo vácuo da base do carburador é demorada pela válvula delay D4, pelo que há purga do canister durante um certo tempo após a partida, até fechar a válvula Ford logo após.
Nas cargas parciais diminui o vácuo que atua sobre a válvula (entra ar na válvula) e esta abre,
permitindo a purga do canister.
Na plena carga a válvula está aberta, mas o pouco vácuo no coletor não propicia a purga eficiente do canister.
(*) A função da válvula delay é restringir a passagem do ar num dos sentidos (indicado nos diagramas por uma seta e o símbolo δ δ δ δ δ), aumentando o tempo necessário para deixar passar um determinado volume do mesmo; no outro sentido, o ar não sofre restrição.

Circuito de Controle do Carburador
Este circuito eletropneumático controla o funcionamento de:
- Cápsula “dash-pot” e válvula de maxima (“power-jet”) através da vávula de 3 vias
3V1, válvulas delay D1, D2 e D3, termoválvula TV1 e restrições calibradas RCa e
RCb.
- Abertura do 2do. corpo através da válvula de 3 vias 3V2,
Circuito de Purga do Canister3

Funcionamento da válvula 3V1
Esta válvula é controlada pela unidade de comando Microplex através do terminal 9 do
conector. Este sinal elétrico também, controla a válvula eletromagnética de corte de
combustível do carburador.
- Quando a válvula 3V1 está desenergizada:
. A tomada de ar dela está ligada à saida correspondente a T3 (assim, este ar
influencia o funcionamento do circuito de controle da válvula de máxima)
. A válvula de corte de combustível está fechada impedindo a entrada de
combustível para a câmara de mistura.
- Quando a válvula 3V1 está energizada:
. A tomada de ar está ligada à saída correspondente a T1 (assim, este ar
influencia o funcionamento do circuito de controle do “dash-pot”).
. A válvula de corte de combustível está aberta
A válvula 3V1 só é desligada:
- Durante as desacelerações (freio motor)
- Quando é desligada a ignição
- Quando é ultrapassada a rotação máxima
Circuito de Controle do Carburador4

Funcionamento da válvula de tres vias 3V2
A válvula 3V2 é energizada sempre que o afogador estiver acionado. É controlada pelo
interruptor da luz indicadora de afogador puxado.
Para sua análise, o circuito de controle do carburador pode ser dividido em:
- Circuito de controle do “dash-pot”
- Circuito de controle da válvula de máxima
- Cicuito de controle da abertura do 2do. corpo
„ „ „ „ „ Circuito de Controle do “Dash-pot”
Fazem parte deste circuito:
- Válvula de 3 vias 3V1
- Vávulas delay D1 e D2
Nesta aplicação o dash-pot não é acionado pelo vácuo; o circuito só controla a entrada ou saída de ar da cápsula, que passa através de um furo não calibrado; a funcionalidade do furo calibrado presente num “dash-pot” convencional, é desempenhada, neste caso, pelas válvulas D1 e D2.
Funcionamento do “dash-pot”
Quando o motor é acelerado ( abre a borboleta), a alvanca do eixo da borboleta libera o “dash-
pot”, que pela força da mola interna, estende a haste (o “dash-pot” se arma); nesse momento
entra ar na cápsula; o tempo que o “dash-pot” demora para armar depende da válvula D2.
Esta válvula oferece uma restrição à passagem do ar no sentido da seta; no sentido
contrário não apresenta nenhuma restrição.
Quando o motor retorna à marcha lenta (fecha a borboleta), a alavanca pressiona à haste
(pela ação da mola de retorno do acelerador; a força desenvolvida pela mola de retorno é
maior que aquela da mola interna do dash-pot), fazendo com que a mesma se retraia,
provocando a saída do ar da cápsula. O tempo que o “dash-pot” demora para se desarmar
depende do estado da válvula 3V1 e da válvula D1.
Se 3V1 estiver desenergizada esse tempo depende só de D1.
Funcionamento do Circuito
Se a 3V1 estiver energizada o “dash-pot” se retrai imediatamente, ja que, neste caso, a cápsula
tem ligação direta com a atmosfera através da tomada de ar de 3V1. A válvula delay D1 oferece restrição à passagem do ar no sentido da seta.
• Com a eletroválvula 3V1 ligada:
A tomada de ar de 3V1 fica conectada ao circuito do “dash-pot” através de T1. Na aceleração
o “dash-pot” se arma provocando a sucção de ar que entra pela 3V1 e pela D1 (que nesse
caso não oferece nenhuma restrição à passagem do ar) e passa através da delay D2, que
sim oferece restrição à passagem do ar no sentido da seta. Assim, o “dash-pot” se arma
com a temporização normal fornecida por D2.
Na desaceleração, com 3V1 energizada, o “dash-pot” desarma imediatamente, já que D2
não impõe nenhuma restrição à passagem do ar que deve sair do “dash-pot”.
Portanto, pela ação da válvula D2, o “dash-pot” demora para se armar; mas não para se
desarmar.
• Com a eletroválvula 3V1 desligada:
A tomada de ar de 3V1 fica conectada ao circuito de controle da válvula de máxima, não
interfirindo no circuito de controle do “dash-pot”.
Na aceleração o funcionamento e igual ao do caso com 3V1 ligada.
Na desaceleração o ar que sai da cápsula passa pela D2 (que nesse sentido não oferece
nenhuma restrição) e sai pela D1, que nesse sentido (o da seta) apresenta restrição à
passagem do ar, provocando uma demora na retração da haste da cápsula e no fechamento
da borboleta de aceleração.
Em resumo:
- A válvula D2 controla o tempo necessário para o “dash-pot” se armar nas acelerações.
- A válvula D1 controla o tempo necessário para o “dash-pot” se desarmar nas
desacelerações, quando a válvula 3V1 está desenergizada.5
„ Circuito de Controle da Válvula de Máxima (“power-jet”)
O circuito está constituido por:
- Válvula de 3 vias 3V1
- Válvula delay D3
- Restrições calibradas RCa e RCb
- Termoválvula TV1
Funcinamento da Válvula de Máxima
É uma válvula pneumática acionada por vácuo.
- Com alto vácuo (baixa pressão absoluta) a válvula permanece fechada e não inter-
fere na composição da mistura.
- Sem vácuo (alta pressão absoluta) a válvula permenece aberta, o que provoca o
enriquecimento da mistura.
O uso convencional da válvula prevé o seu acionamento direto pelo vácuo do coletor.
Assim, nas altas rotações(alta pressão absoluta de coletor), a válvula abre provocando o
enriquecimento da mistura.
No sistema Microplex a válvula de máxima deverá, também, prover o enriquecimento da
mistura na marcha lenta com motor frio (para estabilizar a rotação, que de outro modo
seria bastante irregular).Também, durante o freio motor, a válvula deverá permenecer um
pouco aberta.
Para atingir tais objetivos, o vácuo que aciona a válvula é controlado pelo circuito
eletropneumático.

Funcionamento do Circuito
A seguinte análise é para motor funcionando fora do regime de desaceleração; ou seja, quando a válvula 3V1 está energizada. Nesse caso, não há ar passando pela restrição Rcb que possa interferir no circuito de vácuo da válvula de máxima.
- Com temperatura <60º: o interruptor termopneumático TV1  está fechado, e fica
habilitada a ação da válvula delay D3.
No regime de marcha lenta, a válvula de máxima deve estar aberta, enriquecendo a
mistura, já que sem esta providência, a marcha lenta é muito irregular, o que afetaria a
dirigibilidade. Para atender esse requerimento, com temperaturas menores que 60º, o
interruptor termopneumático permenece fechado, pelo que, o vácuo que passa pela
válvula delay D3 demora a retirar o ar da válvula de máxima; esta permanece, portanto,
mais tempo aberta, enriquecendo a mistura (pode demorar alguns minutos).
- Com temperatura >60º: o interruptor termopneumático TV1 está aberto, o que elimina
a ação da válvula delay D3. Com isto, o vácuo do coletor provocará o fechamento da
válvula de máxima num tempo que depende só da restrição calibrada RCa.

Funcionamento durante Freio Motor
Durante as desacelerações, tanto a válvula 3V1 como a eletroválvula de corte de combustível do carburador(“cut-off”) estão desenergizadas.
Com isso:
- O corte de combustível no carburador faz com que o motor funcione no regime denominado
de “freio motor”.
- A entrada de ar da 3V1 fica ligada ao circuito de vácuo da válvula de máxima através da
restrição calibrada Rcb, alterando, assim, o vácuo que atua sobre a válvula de maxima
(“power jet”).
Desta forma, o vácuo que aciona a válvula de máxima é menor que aquele presente no
coletor de admissão, devido ao ar que entra no circuito através da restrição RCb. Portanto
a válvula não fecha totalmente, permenecendo um pouco aberta.
Lembrar que num carburador convencional o alto vácuo do coletor, presente na marcha lenta,
provoca o fechamento total da válvula de máxima.
Obs.: As duas válvulas de três vias, mais as válvulas delay D1 e D2, estão instaladas numa caixa plástica, denominada Ecobox, que está localizada no compartimento do motor.
Obs.: O sistema Microplex reconhece freio motor quando a rotação RPM>3000 e o sensor de pressão absoluta do coletor (MAP) indica uma pressão absoluta baixa.6

Circuito do Sistema Thermac
Está constituido de:
-Um atuador a vácuo que aciona a portinhola que controla a entrada de ar. Quando há vácuo na cápsula, a portinhola está na posição que permite a entrada do ar aquecido pelo escapamento.
Quando há ar na cápsula, a portinhola está na posição que permite a entrada do ar do compartimento do motor.
- Uma termoválvula Thermac (de par bimetálico)
Bimetálico frio: fecha a entrada de ar e deixa passar o vácuo para o atuador, que fecha a portinhola, para o ar ainda frio, e deixa passar ar aquecido pelo escapamento.
Bimetálico quente: a válvula thermac fecha a passagem do vácuo e abre a entrada de ar do
compartimento do motor.
- Uma válvula delay
Funcionamento
- Com motor frio: a válvula thermac permite a passagem do vácuo do coletor, que não
sofre nenhuma restrição por parte da válvula D5, e que vencendo a força da mola do
atuador a vácuo, retrai o diafragma, posicionando a portinhola de forma a permitir a entrada
de ar aquecido pelo escapamento (posição B).
- Com motor quente: a válvula thermac permite a entrada de ar para a cápsula do atuador.
Como resultado disso, a mola se estende e com ela o diafragma, que posiciona a portinhola
de forma a permitir a entrada de ar do compartimento do motor  (posição A). A entrada de
ar, através da válvula Thermac, que substitue o vácuo presente na cápsula quando o
motor está frio, é demorada pela ação da vávula delay D5.
Humberto José Manavella
HM Autotrônica
Agradecimento
Esta matéria contou com a valiosa colaboração do Sr.Takeo Miura da oficina mecânica Motorsul.


CARBURADOR - PROCEDIMENTO DE TESTE E FUNCIONAMENTO DOS SOLENÓIDES

Modelos: Mille Eletronic e ELX.

FUNCIONAMENTO

O solenóide do carburador é uma válvula eletromagnética que tem como finalidade bloquear ou dar passagem, conforme a sua aplicação.

É composto, na maioria das vezes, de um corpo metálico onde contém uma bobina que tem como núcleo um êmbolo (bastão de metal), peça esta que faz a parte funcional do solenóide. Ao se aplicar uma tensão de 12V nos terminais do solenóide, cria-se um campo magnético no núcleo da bobina que irá atrair o êmbolo, fazendo com que bloqueie ou dê passagem, conforme sua construção e utilização. Após ser desenergizado, o êmbolo retorna à sua posição original através de uma mola.

PROCEDIMENTO DE TESTE

Solenóide de Marcha Lenta:

- remover o solenóide do carburador;
- aterrar a carcaça do solenóide e aplicar uma tensão de 12V (utilizar a própria bateria do carro);
- acionar o êmbolo levemente, a fim de vencer o "curso morto" inicial;
- verificar se o funcionamento elétrico está acontecendo, observando quanto à existência de provável mal contato.

Solenóide de Aeração do Carburador:

- remover o solenóide;
- testar conforme descrito acima para a solenóide de marcha lenta.


TROCA INDEVIDA DA BÓIA DO CARBURADOR

REGULAGEM MARCHA-LENTA/ÍNDICE DE CO
Antes de inciar a operação deverá ser verificado o seguinte.

1- Que não há vazamento na tubulação de descarga.
A entrada adicional de oxigênio mascara o valor indicado no display do equipamento.
2- O afogador deverá estar desacionado bem como o sistema de ar condicionado e aquecimento interno do habitáculo.
3- O motor deverá estar na temperatura normal de funcionamento. Para tal faça uma rodagem com o veículo até que o eletroventilador entre em funcionamento por pelo menos duas vezes.
4- O motor deverá estar como o avanço inicial de ignição, velas e demais componentes conforme as especificações.
5- Não deverá haver indícios que queima de óleo (fumaça na descarga).

Após feitas estas verificações proceder da seguinte maneira:

- Colocar o analisador de CO em condições de trabalho conforme instruções dos BAV's específicos de apresentação dos equipamentos e instalar a sonda na saída do escapamento.

Para os veículos com CONVERSOR CATALÍTICO, a sonda deverá ser instalada no adaptador com "by pass", construído conforme BAV ORGANIZAÇÃO COMPORTAMENTO DO PRODUTO nº 20, que deverá estar rosqueado no lugar do parafuso existente na tubulação de descarga entre o motor e o conversor catalítico.

OBS.:
informações sobre o Conversor Catalítico podem ser obtidas no BAV ORGANIZAÇÃO COMPORTAMENTO DO PRODUTO nº 035.

- Regular a rotação de marcha lenta de acordo com o tipo de motor em análise, quando o motor do eletroventilador estiver desligado, atuando no parafuso de abertura da borboleta do carburador.

- Atuar no parafuso da mistura, existente na base do carburador até que o índice de CO indicado pelo analisador estabilize entre 1,0 a 2,0.

ESTE ÍNDICE SOMENTE PODERÁ SER LIDO/REGISTRADO QUANDO O ELETROVENTILADOR ESTIVER DESLIGADO POIS O FUNCIONAMENTO DELE PROVOCA UM DESCONTROLE NO ÍNDICE DE CO.

- Ao se atuar no parafuso de mistura para corrigir o índice de CO poderá haver uma modificação na rotação de marcha lenta. Se isto ocorrer atue novamente no parafuso de abertura da borboleta do carburador para correção da rotação e depois atue no parafuso de correção do índice de CO.
Estas operações deverão ser efetuadas até que se tenha a rotação de marcha lenta e o índice de CO dentro dos limites especificados.

- Após a regulagem da marcha lenta e correção do índice de CO, lacrar o parafuso da mistura com o lacre nº 4387683 (cor azul).

ATENÇÃO:
Enunciamos a seguir algumas operações que, se executadas, provocarão danos irreparáveis ao CONVERSOR CATALÍTICO.

- Desligar um cabo de vela ou de bobina durante o funcionamento do motor ou qualquer outro procedimento que provocar uma queima incompleta de combustível.
- Forçar o motor a iniciar o funcionamento empurrando ou rebocando o veículo com engate simultâneo do câmbio (TRANCO).
- Desligar a chave de ignição com o veículo engrenado e em movimento.

DADOS NECESSÁRIOS PARA REGULAGEM DO MOTOR:

a- Motor 1500cc E201 - gasolina

Avanço inicial................................8°
Rotação de marcha lenta..............800 +/- 50 rpm
Velas de ignição......BPR5ES(NGK)-WR7DC(BOSCH)

Abertura eletrodos das velas.........0,7 - 0,8 mm

b- Motor 1500cc E201 - álcool

Avanço inicial................................10°
Rotação da marcha lenta.............. 800 +/- 50 rpm
Velas de ignição......BPR7ES(NGK)-WR6DC(BOSCH)
Abertura eletrodos das velas.........0,7 - 0,8 mm



PARTICULARES DO CARBURADOR

O carburador mencionado na tabela seguinte, possui um novo sistema que auxilia no controle do índice de emissãode poluentes deniminado DASH POT.
Este sistema atua durante as desacelerações, na fase de aquecimento do motor, funcionando como um amortecedor da borboleta de aceleração do carburador.
O sistema é comandado através de uma eletroválvula identificada pelo número (2) no desenho esquemático para ligação da tubulação do sistema Ecobox; por duas Válvulas Delay, identificadas no mesmo desenho pelos números (5) e (16) e por uma cápsula pneumática licalizada no carburador, identificada pelo número (9) no desenho esquemático.
A eletroválvula (2) é comandada pela centralina eletrônica Microplex (13), que libera a passagem de vácuo para o sistema.
A Válvula Delay (5) determina através da entrada de ar no sistema, em que regime de funcionamento do motor, deverá entrar em funcionamento o sistema DASH POT e a válvula Delay (16) determina o tempo de atuação da válvula pneumática do carburador (Dash Pot).
PARTICULARES DO CARBURADOR


CUT-OFF

ATENÇÃO:

1- caso o veículo seja solicitado em regime de carga, ou seja, acelerador acionado aproximadamente até a metade de seu curso por tempo superior a 1 minuto e meio, o sistema poderá entrar em funcionamento, mesmo com o veículo já aquecido.
Mantendo o mesmo acelerado por alguns segundos e retornando em seguida, ao regime de marcha lenta (ao subir uma serra, com o veículo carregado, por exemplo).

2- Para a regulagem da cápsula pneumática (9) no carburador - Dash pot, o carburador deverá ser retirado do veículo e deverá ser medida a folga existente entre a borboleta do acelerador e o corpo do carburador, com a válvula acionada. Esta folga deverá ser de 1,25 até 1,45 mm.

3- Para as demais regulagens do carburador, deve-se atuar da mesma forma que nos carburadores dos veículos com o motor 1600cc (altura da bóia; curso da bóia; etc..)

Outra particularidade existente neste carburador é relativa a abertura do 2º corpo.
Uma vez acionado o afogador (fase de aquecimento) a luz do mesmo, no painel, alimenta eletricamente a eletroválvula identificada pelo nº (1) no desenho
esquemático de ligação da tubulação do sistema Ecobox e a mesma "corta" a passagem de vácuo para a cápsula pneumática de abertura do 2º corpo. Uma vez desacionado o afogador, o sistema volta a funcionar como no carburador dos veículos com o motor 1600cc.


FILTRO DE AR

ALIMENTAÇÃO - ADEQUAÇÃO DE SISTEMA PARA OTIMIZAR A PARTIDA A QUENTE DOS MOTORES.

Modelos: Uno c/ motores a gasolina

A- Motor 1300cc-modelos até MY.90 (inclusive)

A adequação consiste em instalar o kit desbolhador nº 7075328 no sistema de alimentação, equiparando-se ao sistema adotado em produção a partir do MY.91.

- Tempo M.O.- 1029990

B- Motores 1500cc SEVEL

A adequação consiste em:
B.1 - Reabrir os furos da tampa do carburador e recortar a guarnição de borracha da tomada de ar para adequá-la aos furos reabertos (fig. I);
- Recortar a junta da tampa do carburador; conforme fig. II, deixando a cuba totalmente descoberta.

B.2 - Instalar o kit desbolhador nº 7075328 no circuito de alimentação.

- Tempo M.O. 1,5h
- Nº operação M.O - 1029907.



IMPORTANTE
Não é necessária a substituição da bomba elétrica pela bomba mecânica.

- Tempo M.O. - 3,0h.
- Número operação M.O.- 1029908

D- Motor 1500 E201 com carburador duplo corpo:

A adequação consiste em adotar o carburador monocorpo, em substituição ao duplo corpo.

ATENÇÃO
Existem 2 situações:

D.1- Veículos com bomba de combustível mecânica e sem dispositivo anti-evaporação.

Adequar o carburador monocorpo a ser utilizado da seguinte forma:

- obstruir com o tampão (4466612), a tomada de vácuo identificada com um anel amarelo, existente na base do carburador;
- retirar os 2 solenóides existentes na tampa do carburador e obstruir a sede dos mesmos, instalando o suporte do gicleur de marcha lenta (gicleur sem a ponta calibrada) juntamente com o anel o' ring.

Obtruir com o tampão (4466612) a tomada de vácuo existente no coletor de admissão.
Solicitar as peças relacionadas e proceder à montagem das mesmas.

OBSERVAÇÃO
1- O retorno de combustível ao tanque será feito a partir do reservatório de eliminação de vapor.

2- No tubo oposto ao de entrada de combustível no carburador monocorpo, deverá ser ligada a tubulação de saída de vapor de combustível.

D.2- Veículo com bomba de combustível elétrica e com dispositivo anti-evaporação.

Adequar o carburador monocorpo, a ser usado, da seguinte forma:
- retirar o solenóide situado próximo ao tubo de saída de vapor da cuba e obstruir o furo, instalando no lugar do solenóide, um suporte de gicleur de marcha lenta (gicleur sem a ponta calibrada), juntamente com anel o' ring (nº 7073931);
- retirar o solenóide situado próximo ao tubo de entrada de combustível e instalar em seu lugar, a conexão (nº 7075339), ligando a ela o tubo de retorno de combustível ao tanque;

Substituir o canister do veículo pelo nº 7574065.

Solicitar as peças relacionadas, e ligar o tubo de saída de vapor de combustível da cuba ao canister.

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